Impressora 3D Creality Ender 3 V3 SE ou KE: qual comprar?
Entre a impressora 3D Creality Ender 3 V3 SE ou KE, a SE é a compra certa para quem está começando, e a KE para quem já imprime e quer ABS, ASA ou velocidade alta com bom acabamento. A mesa é igual nas duas, 220 mm de lado. Em agosto de 2026 a SE gira entre R$ 1.750 e R$ 2.000, e a KE entre R$ 2.240 e R$ 2.600.

Creality Ender 3 V3 SE
8,8/10nossa nota
Mesma área de mesa da irmã, por uns R$ 500 a menos. O que falta nela é temperatura e rede, não espaço.
- 220 mm
- Entrada mais em conta
- Máquina de aprender
- Maior comunidade
Monta rápido e acerta a mesa sozinha · imprime PLA muito bem · a maior comunidade do mundo por trás, tudo já tem tutorial · se você quiser, cresce depois com troca de bico e de placa
A superfície da mesa que vem de fábrica é fraca e quase todo dono acaba trocando · a mesa ganha folga com o tempo e pede ajuste das excêntricas · os parafusos do conjunto do bico afrouxam e é daí que vem o vazamento · sendo aberta, ABS pede uma caixa improvisada em volta · não tem Wi-Fi
Pra quem NÃO é: Quem quer que a máquina resolva tudo sozinha. Por pouco mais, uma Bambu de entrada faz isso, e o que você paga por essa tranquilidade é a mesa menor.
- Facilidade8,4
- Qualidade de impressão8,4
- Confiabilidade e suporte8,8
- Capacidade8,7
- Custo-benefício9,5
Comprando por aqui, recebemos comissão. Você não paga nada a mais, e nenhuma marca paga para aparecer neste ranking.
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Creality Ender 3 V3 KE
8,5/10nossa nota
A mesma máquina com cabeça de metal e firmware esperto. Compra temperatura e tempo, nunca espaço.
- Rápida
- 220 mm
- Bico de 300 °C
- Wi-Fi de fábrica
Chega a imprimir mais rápido que máquinas três vezes mais caras · garganta toda de metal e bico de 300 °C, então sustenta ABS e ASA com caixa em volta · Wi-Fi de fábrica · troca de bico rápida e peça de reposição fácil no Brasil · a mais avaliada do ranking
Os parafusos do conjunto do bico afrouxam e é daí que vem o vazamento que a comunidade chama de bola da morte · o sensor de nivelamento dá erro intermitente por pressão no cabo · velocidade de catálogo otimista · a tela responde mal, segundo os donos · custa mais que a SE pela mesma área de mesa
Pra quem NÃO é: Quem quer zero ajuste (A1 ou A1 Mini) e quem precisa de mesa maior, não de velocidade: a SE tem praticamente a mesma área e custa menos.
- Facilidade8,1
- Qualidade de impressão8,5
- Confiabilidade e suporte8,7
- Capacidade8,7
- Custo-benefício8,4
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Ler análise completa →Ender 3 V3 SE ou KE: qual das duas comprar?
A dúvida chega quase sempre com uma premissa errada embutida, e ela empurra gente para a máquina cara sem motivo: a de que a KE seria a versão grande. Não é. As duas têm a mesma área de impressão, e a KE ainda é um centímetro mais baixa.
O que a diferença de preço compra é temperatura e tempo. Temperatura, porque a KE tem uma passagem de metal até o bico e aguenta trabalhar em ABS e ASA por horas. Tempo, porque o programa interno dela é de outra geração e a velocidade alta sai com peça apresentável, o que numa máquina comum não acontece.
Se o seu plano para os próximos meses é PLA, e é o plano de quase todo mundo que compra a primeira impressora, a resposta acabou de aparecer e a SE resolve. Se ABS entrou na conversa, ou se você já tem máquina e quer produzir mais rápido, siga lendo, porque a partir daqui a KE começa a fazer sentido.
Neste guia
O que muda de verdade entre a Ender 3 V3 SE e a KE
Três coisas, e vale conferir uma por uma antes de decidir, porque só a terceira aparece bem explicada nos anúncios.
| Ender 3 V3 SE | Ender 3 V3 KE | |
|---|---|---|
| Área de impressão | 220 × 220 × 250 mm | 220 × 220 × 240 mm |
| Temperatura máxima do bico | 260 °C | 300 °C |
| Passagem até o bico | tubo de teflon | liga metálica, sem plástico |
| ABS e ASA | alcança, mas não trabalha horas ali | trabalha, com caixa em volta |
| Programa interno | o tradicional da marca | baseado em Klipper |
| Rede sem fio | não tem | de fábrica |
| Tela | 3,2”, com botão | 4,3”, toque colorido |
| Puxa o filamento | mecanismo colado no bico | mecanismo colado no bico |
| Filamento flexível | sim | sim |
| Avaliações de compradores | 4,8★ entre 442 | 4,8★ entre 675 |
| Faixa em agosto de 2026 | R$ 1.750 a R$ 2.000 | R$ 2.240 a R$ 2.600 |
Repare na linha da temperatura, porque é ela que mais decide compra e é a que o número sozinho explica pior. Vou destrinchar ela daqui a duas seções.

A tela da SE, com o botão giratório que você aperta para confirmar. Não é sensível ao toque, e o menu se navega girando. A da KE é maior, colorida e de toque, e vale registrar o que os donos dizem dela: responde mal. Na prática, a tela melhor no papel não virou tela melhor de usar, e esse é o tipo de coisa que ficha técnica nenhuma conta.
O que é igual nas duas, e derruba metade das comparações
Comecei por aqui de propósito. Boa parte do que se lê sobre Ender 3 V3 SE ou KE é diferença que não existe, e cada uma delas custa dinheiro de alguém.


As duas de frente, na mesma escala. O pórtico, a base, o suporte do rolo e o tamanho da mesa são os mesmos: 220 mm de lado nas duas. O que muda de fora é a tela, maior e de toque na KE, e a cabeça de impressão, que na KE tem a garganta de metal da seção mais adiante. Quem compra a KE esperando uma máquina maior está olhando para a foto errada.
Comece pela mesa, que é onde mora o engano mais caro: são os mesmos 220 mm de lado nas duas. Um capacete de cosplay não sai inteiro em nenhuma delas, e um vaso de 20 cm sai nas duas com folga. Se o motivo da sua compra é peça grande, a escolha entre elas não muda nada, e essa é a decepção mais comum de quem sobe de modelo esperando espaço.
Depois vem o jeito de puxar o filamento. As duas usam o mesmo conjunto tracionador montado logo acima do bico. Isso importa para uma coisa específica: filamento flexível, aquele de peça que dobra, tipo capa de celular ou pé de móvel. Ele entope quando o fio tem folga para envergar antes de derreter, e nas duas essa folga praticamente não existe. A própria ficha oficial da Creality lista TPU nos dois modelos. Ainda assim, “só a KE imprime flexível” é frase que aparece em anúncio brasileiro até hoje.
Vem também a mecânica que dá manutenção: estrutura, guias, correias e conjunto do bico são parentes muito próximos. Fui atrás dos relatos das duas com o mesmo empenho e o padrão de problema se repete nas duas listas. Parafuso do cabeçote que afrouxa com ciclo térmico. Sensor de nivelamento com erro intermitente por pressão no cabo. Chapa da mesa que a maioria dos donos acaba trocando. Quem compra a KE achando que está levando uma máquina que pede menos manutenção está pagando por algo que ela não entrega.
Por último, a calibragem inicial é igual: as duas acertam a altura da mesa sozinhas e montam em pouco tempo, com o pórtico já pré-montado. Nenhuma das duas é a Ender de dez anos atrás, aquela de regular mola com papel sulfite.
Por que só a KE sustenta ABS, se as duas alcançam a temperatura
A ficha mostra 260 °C contra 300 °C, e a leitura natural é que a SE não chega no ABS. Chega. ABS trabalha entre 220 e 250 °C, dentro do alcance dela. O problema não é chegar, é morar lá.
O que separa as duas está antes do bico, num trecho de poucos centímetros. Entre as engrenagens que empurram o fio e o bloco que derrete o plástico existe uma peça de passagem. Na SE, corre dentro dela um tubinho de teflon, que serve para o filamento deslizar sem atrito. Teflon é plástico, e plástico tem limite: a partir da casa dos 240 °C ele amolece e vai se degradando, deformando dentro da passagem, soltando resíduo que suja o caminho até virar uma rolha. Uma peça de ABS que roda seis horas mantém aquela região quente o tempo todo. Uma que roda vinte minutos, não.
Do lado da KE, esse mesmo trecho é de liga metálica, sem plástico nenhum na zona quente, e o aquecedor é um anel de cerâmica em vez de bloco de alumínio. É a mesma lógica de trocar mangueira de borracha por tubo de cobre quando a linha vai ficar quente: a borracha aguenta água morna sem problema, ela só não aguenta viver na temperatura de trabalho.

A cabeça da KE aberta em peças, e é a foto que explica os R$ 500. A peça fina no meio, entre o bloco de aletas e o anel dourado, é a garganta: o caminho por onde o filamento passa antes de derreter. Aqui ela é toda de liga metálica. Na SE, esse mesmo trecho tem um tubo de teflon por dentro, e é ele que se degrada quando a máquina trabalha horas na temperatura do ABS. O anel dourado é o aquecedor de cerâmica, que substitui o bloco de alumínio da irmã.
Como isso aparece na sua bancada, já que ninguém enxerga essa peça pelo lado de fora. O sintoma não é um estouro, é um definhamento. A máquina começa a falhar no meio de peças longas, com camadas que saem finas demais ou com falhas de material, e o padrão típico é justamente esse: as primeiras horas saem bem e a segunda metade da peça sai ruim, porque o resíduo foi se acumulando enquanto o bico estava quente. Muita gente diagnostica isso como problema de configuração e passa dias mexendo em parâmetro, quando o que estava acontecendo era uma peça de plástico se degradando por dentro.
Três consequências práticas saem daí, e as três mudam a decisão.
A primeira é que a KE resolve metade do problema do ABS, e só metade. Ela é aberta. ABS encolhe ao esfriar, e uma corrente de ar batendo num lado da peça enquanto o outro ainda está quente termina em peça descolada da mesa ou rachada no meio. A saída é uma caixa em volta da máquina, e isso vale para as duas. A garganta de metal é o requisito de entrada, e o resto do trabalho fica com você: vale colocar o custo dessa caixa na conta antes de comprar.
A segunda é que esse conjunto é trocável na SE. Quem comprar a mais barata e daqui a um ano decidir encarar material técnico troca a peça de passagem por uma toda de metal, e a comunidade documentou o caminho inteiro em vídeo e em texto. O upgrade custa uma fração da diferença entre os dois modelos. Não fica exatamente igual a uma KE, porque o programa interno continua sendo o tradicional e a velocidade não acompanha, mas a parte térmica se resolve. Isso muda a leitura da compra: a SE não é um beco sem saída para quem talvez queira ABS lá na frente, é uma máquina que aceita crescer, e essa é uma opção que máquina fechada de outras marcas não te dá.
A terceira é sobre segurança, e vale desfazer um exagero que circula bastante. Fumaça de teflon perigosa de respirar existe, e é assunto sério, mas é fenômeno de temperatura bem mais alta, na casa dos 300 a 450 °C, documentada como febre da fumaça do polímero. A SE não chega nessa faixa nem forçando: o teto dela é 260 °C. O limite existe para proteger a peça e a máquina, não o seu pulmão. Como eletrotécnico, te digo que o cuidado real com qualquer uma das duas é outro e é banal: ventilação do ambiente quando você imprimir material que cheira, e não deixar a máquina imprimindo sozinha a noite inteira sem nunca conferir, pelo mesmo motivo que ninguém deixa ferro de passar ligado dormindo.
A velocidade da KE, traduzida: o que o Klipper compra
Poucos anúncios da KE deixam de citar o Klipper, e quase nenhum explica o que ele faz, o que é uma pena: essa é a parte mais concreta do que você paga a mais.
Programa interno é o que roda dentro da impressora, interpretando o arquivo e comandando os motores. A SE usa o tradicional da marca, que faz o trabalho e faz bem. A KE usa um baseado em Klipper, projeto aberto que ficou conhecido justamente por deixar máquina de faixa acessível imprimir rápido sem estragar a peça. O próprio fabricante puxa isso como primeiro argumento na página oficial da Ender 3 V3 KE, junto do aquecedor de cerâmica e da garganta de liga metálica.
Duas coisas ele faz, em português:
- Cancela a tremida da estrutura. Quando o bico acelera e freia em cada canto da peça, a máquina inteira balança um pouco, e isso deixa na parede uma marca repetida, parecida com uma sombra. O programa mede essa vibração e antecipa o movimento para anular. A documentação do próprio projeto explica o mecanismo e é honesta ao dizer que ele não substitui correia bem esticada e estrutura firme, só compensa o que sobra
- Compensa o atraso do plástico. O material derretido demora um instante para começar e para parar de sair. O programa adianta e atrasa o empurrão do filamento, o que dá canto mais definido e menos borrão no fim de cada linha

A barra prateada é o trilho linear do eixo horizontal da KE, e o bloco preto que corre em cima dela carrega o bico. Trilho de aço com esferas por dentro balança menos que roda de plástico correndo em perfil de alumínio, que é a solução da irmã mais barata. É a parte mecânica do que permite acelerar sem deixar marca de tremida na parede da peça, e o programa interno cuida do resto.
Numa máquina sem esses dois recursos, subir a velocidade troca tempo por acabamento ruim. Com eles, a troca fica muito mais justa. É por isso que aparece dono da KE relatando peça saindo mais rápido do que em impressora de três vezes o preço, e é um elogio que os números do catálogo não explicam sozinhos.
Aqui vale a ressalva honesta, e ela é técnica: número de velocidade de fabricante é otimista em qualquer marca. O valor publicado é o de deslocamento, aquele que a cabeça atinge indo de um canto ao outro sem depositar plástico. A velocidade real de impressão fica bem abaixo, e depende do que você está imprimindo. A KE é rápida de verdade; ela só não é rápida como o anúncio sugere.
E o custo disso, para ser justo com a SE: programa mais esperto significa mais coisa que pode dar errado numa atualização, e mais opção para você configurar errado. Faz parte do que a KE cobra de atenção.
Wi-Fi contra cartão de memória, e por que isso pesa mais do que parece
Só a KE tem rede sem fio de fábrica. Na SE, o arquivo vai para a máquina num cartão de memória ou por cabo.


A mesma cena nas duas: você prepara a peça no computador e ela precisa chegar na máquina. Na SE, esse último metro é feito a pé, com o cartão de memória na mão. Na KE, o arquivo atravessa a casa sozinho. Parece detalhe de catálogo e é o que mais muda a rotina de quem imprime toda semana.
Parece detalhe de conforto. No dia a dia, pesa. A diferença aparece quando você percebe que errou uma configuração aos cinco minutos de uma peça de quatro horas. Com rede, você cancela e reenvia do celular. Sem rede, você tira o cartão, volta ao computador, corrige, grava, atravessa a casa de novo. Multiplique por quantas vezes isso acontece nos primeiros meses, que é quando você mais erra.
É bom saber de um detalhe que os donos relatam sobre a KE: o Wi-Fi costuma só funcionar depois de atualizar o programa interno da máquina. Se você comprar e ele não conectar de cara, é esse o caminho, e não defeito.
E existe o lado oposto, que quase nunca é dito: máquina sem rede é máquina que não manda nada para servidor nenhum. Se você imprime peça de trabalho, projeto de cliente ou qualquer coisa que não deveria trafegar, a SE é a que resolve isso sem você precisar configurar nada.
Quanto custa cada uma, e o que fazer com a diferença
Em agosto de 2026, a SE gira entre R$ 1.750 e R$ 2.000. A KE, entre R$ 2.240 e R$ 2.600. A distância fica perto de R$ 500, com um detalhe que muda a conta: em alguns anúncios da KE o frete come uma parte boa da economia que você achou no preço, então compare o total, não a etiqueta.
Só pra deixar claro, duas observações que valem para as duas máquinas. Preço riscado do tipo “de R$ 2.999 por R$ 1.999” é tabela que ninguém pratica, e o número que importa é o que você paga. E a diferença entre um vendedor e outro passa de R$ 250 na mesma semana, o que faz meia hora de pesquisa render mais que a maioria dos cupons.
Agora, o que fazer com os R$ 500 se você ficar com a SE, porque essa é a parte que decide se a economia foi boa ideia. Uma chapa de mesa melhor custa uma fração disso e resolve o defeito mais citado da máquina, que é a superfície de fábrica. Um rolo de filamento decente evita o desperdício de peça que o filamento barato provoca, e essa máquina é sensível a isso. Um bico reserva na gaveta custa muito pouco e transforma um sábado perdido em quinze minutos. Sobra dinheiro dos três, e sobra bastante.
Ender 3 V3 SE ou KE: a escolha por perfil
Nenhuma das duas é melhor em abstrato. Elas cobram em lugares diferentes, e quem erra é quase sempre quem comprou pensando num uso e vive outro.
Se é a sua primeira impressora e o plano é aprender, a resposta é a SE. A velocidade da KE aparece em produção e em peça grande, não no seu terceiro suporte de celular, e o bico de 300 °C serve para material que quase ninguém encara no primeiro ano. Você leva a mesma área de impressão, a maior comunidade do mundo por trás e uma sobra de caixa que vira consumível.
Se você já imprime e quer produzir mais, é a KE, sem hesitar. Aqui a conta inverte: peça que sai em três horas em vez de cinco, várias vezes por semana, paga a diferença rápido. Some o envio pela rede, que muda a rotina de quem liga a máquina todo dia.
Se ABS ou ASA já está no plano, é a KE também, e reserve o custo da caixa em volta. A garganta de metal é o requisito de entrada; a caixa é o resto do trabalho. Comprar a SE para isso é comprar duas vezes.
Se o que você quer é a maior peça possível por esse dinheiro, nenhuma das duas leva vantagem sobre a outra: as duas param nos 220 mm. Vale olhar a linha Plus da mesma família ou subir de faixa, e vale conferir antes se a peça que você tem em mente realmente não sai em partes coladas, porque quase sempre sai.
E se você quer apertar um botão e não pensar em mais nada, a resposta é nenhuma das duas. Esse é o assunto da próxima seção.
Quando a resposta certa é nenhuma das duas
Para uma parte das pessoas que chega aqui, a pergunta não é Ender 3 V3 SE ou KE. Vale dizer com todas as letras, porque metade dos arrependimentos que eu leio na pesquisa é de gente que comprou por preço uma máquina de perfil errado.
As duas Ender pedem participação. Não é a máquina de 2015 que exigia regular mesa com papel, nem perto disso, mas você vai conferir parafuso, ajustar folga de roda excêntrica de vez em quando e trocar a chapa da mesa em algum momento. Para muita gente isso é parte da graça. Para outra tanta, é exatamente o que ela não quer no fim de semana.
Se você é do segundo grupo, o caminho é uma máquina que calibra tudo antes de cada peça e avisa no celular quando termina. A Bambu Lab A1 Mini faz isso e custa perto da KE, com a diferença de que a mesa dela é de 180 mm, quase metade da área destas duas. A Bambu Lab A1 mantém os 256 mm e resolve igual, custando bem mais. É uma troca honesta: você paga em dinheiro ou paga em atenção, e as duas moedas são legítimas.
E se cor é o que te move, nenhuma das três acima resolve sem acessório. Aí a conversa é outra, e ela está na análise da Flashforge AD5X, que traz quatro cores de fábrica.
As sete máquinas que a gente acompanha estão lado a lado, com nota e faixa de preço, no ranking das 7 melhores impressoras 3D. As cinco máquinas de entrada, organizadas por orçamento, estão no guia da melhor impressora 3D para iniciantes.
Perguntas frequentes
Ender 3 V3 SE ou KE: qual é melhor para começar? A SE. Ela custa uns R$ 500 a menos, tem a mesma área de mesa e imprime PLA e PETG tão bem quanto a irmã, que é o que se faz no primeiro ano. O que a KE entrega a mais, bico que sustenta ABS e velocidade alta com acabamento bom, resolve problemas que aparecem depois. Guardar a diferença para filamento decente e uma chapa de mesa melhor rende mais peça boa do que subir de modelo agora.
A KE é maior que a Ender 3 V3 SE? Não. As duas imprimem 220 mm de lado, e a KE tem 1 cm a menos de altura útil: 240 mm contra 250 mm da SE. Quem paga a diferença esperando peça maior recebe exatamente o mesmo espaço, com um centímetro a menos na vertical. Se área de impressão é o seu problema, nenhuma das duas resolve, e o caminho é olhar a linha Plus ou uma máquina de outra faixa.
Qual a diferença entre a Ender 3 V3 SE e a KE? São três, e nenhuma delas é tamanho. A primeira é a passagem do filamento até o bico: na SE ela tem um tubo de teflon que se degrada perto dos 240 °C, e na KE é toda de liga metálica, o que deixa a KE trabalhar em ABS e ASA por horas sem consumir peça. A segunda é o programa interno, baseado em Klipper na KE, que compensa a vibração da estrutura e a pressão do plástico, deixando a velocidade alta sair com acabamento bom. A terceira é a rede sem fio, que só a KE tem de fábrica. Preço em julho de 2026: R$ 1.750 a R$ 2.000 na SE, R$ 2.240 a R$ 2.600 na KE.
As duas imprimem filamento flexível? Imprimem. As duas usam o mesmo mecanismo tracionador, montado em cima do bico, e é essa proximidade que faz o flexível funcionar: o fio mole não tem espaço para dobrar antes de chegar na parte quente. A ficha oficial da Creality lista TPU nos dois modelos. É um dos pontos que aparece trocado com frequência em texto de loja.
Vale pagar a diferença pela KE? Vale em dois casos concretos: se ABS ou ASA já está no seu plano, e se você quer mandar arquivo pela rede em vez de andar com cartão de memória. Fora deles, a diferença compra pouco para quem está começando. Nas nossas notas a SE ficou com 8,8 e a KE com 8,5, e a distância vem justamente do custo-benefício, não da qualidade da peça que sai.
O que eu faria no seu lugar
Vou te contar como eu resolveria a dúvida entre Ender 3 V3 SE ou KE, nos dois cenários em que ela aparece. Se eu estivesse comprando a primeira, pegaria a SE e usaria a diferença em chapa de mesa e filamento bom. É a compra que deixa mais margem para errar, e errar é o que mais acontece nos primeiros meses.
Se eu já tivesse uma máquina rodando e quisesse a segunda para acompanhar o ritmo, pegaria a KE e não pensaria duas vezes. A velocidade com acabamento decente e o envio pela rede mudam a rotina de quem imprime todo dia, e nenhuma das duas coisas se resolve depois com peça avulsa.
O que eu não faria em nenhum dos dois casos é pagar a mais esperando mesa maior. Esse é o único caminho em que o dinheiro sai do bolso sem comprar nada.
Como esta comparação foi feita. O método aqui é curadoria de experiência real: eu leio dono. Gente que comprou, usou meses e voltou na comunidade para contar como foi, inclusive o que deu errado. As duas máquinas desta página já tinham sido analisadas uma a uma, e esta comparação usa aquela pesquisa somada às avaliações de compradores verificados nos anúncios brasileiros, com o mesmo filtro de sempre: o que se repete em fontes diferentes vale como sinal, o que apareceu uma vez só fica registrado com ressalva. As especificações vêm da ficha oficial do fabricante, e os preços de checagem manual nos anúncios, com data. Como avaliamos
Quem escreveu. Isaias Ramos, técnico eletrotécnico. Minha parte é traduzir o que dono relata com leitura técnica de quem trabalha com máquina e eletricidade.