Análise

Elegoo Neptune 4 Pro vale a pena? Veja antes de comprar

A Elegoo Neptune 4 Pro vale a pena para quem imprime peça técnica e aceita calibrar a própria máquina. Ela sai por volta de R$ 2.900 no Brasil, em agosto de 2026, imprime numa área de 225 x 225 x 265 mm, tem bico de 300 °C e não tem Wi-Fi. Não vale para quem quer objeto decorativo e praticidade fora da caixa, porque ela pede calibração manual fina desde a primeira peça.

Nº 1 · Mesa aquecida em duas zonasPreço checado em ago/26
Impressora 3D Elegoo Neptune 4 Pro

Elegoo Neptune 4 Pro

Impressora de filamento aberta, com Klipper de fábrica e mesa aquecida em duas zonas, para peça funcional e produção em lote.

  • 225 x 225 x 265 mm
  • Bico até 300 °C
  • Mesa 100 W + 150 W
Disponível
Vai te conquistar

Já vem com o Klipper instalado, que é o programa que comanda o movimento e é o que sustenta a velocidade do anúncio · e vem com os dois ajustes que tiram da peça a marca de vibração e o excesso de plástico na quina · o bico esquenta até 300 °C e a mesa até 110 °C, então ela alcança ABS, ASA e nylon, e não só PLA · o motor que empurra o filamento fica em cima do bico, e é isso que faz o filamento flexível passar sem travar · a chapa tem os dois lados úteis: um liso, para PLA, e um áspero, para os materiais mais duros · ela mede a mesa sozinha em 121 pontos antes de imprimir · liga em 127 V e em 220 V, sem chave para escolher

O que incomoda

A mesa em duas zonas só economiza em peça menor que 120 x 120 mm, e quem liga a parte de fora dela é o programa que prepara o arquivo no computador — o mais usado pela comunidade não faz isso · sem Wi-Fi: a rede é por cabo · sem câmara fechada, o que limita ABS e ASA na prática · o Z-offset aparece em três relatos de dono como ajuste que não segura depois de atualização de firmware · é vendida em duas versões de hardware, e as peças de uma não servem na outra

Pra quem NÃO é: Quem quer ligar e imprimir sem mexer em parâmetro nenhum, quem imprime ABS ou ASA como uso principal sem câmara fechada, quem precisa de impressão multicolorida automática, e quem vai deixar a máquina no quarto.

~R$ 2.900–3.000

Comprando por aqui, recebemos comissão. Você não paga nada a mais, e nenhuma marca paga para aparecer neste ranking.

Neste guia

A Elegoo Neptune 4 Pro vale a pena contra a Neptune 4 comum?

Vale se você imprime peça pequena, muitas vezes por dia. São cerca de R$ 400 de diferença entre as duas em agosto de 2026, e essa diferença compra uma coisa só: a mesa aquecida segmentada.

A Elegoo publica os mesmos números para a Neptune 4 e para a Neptune 4 Pro, e as duas fichas lidas lado a lado ficam assim (a página está em inglês):

Neptune 4Neptune 4 Pro
Área de impressão225 x 225 x 265 mm225 x 225 x 265 mm
Bico300 °C300 °C
Mesa110 °C110 °C
Velocidade e aceleração500 mm/s · 20.000 mm/s²500 mm/s · 20.000 mm/s²
Extrusoradirect drive de dupla engrenagem, 5,2:1direct drive de dupla engrenagem, 5,2:1
Nivelamento121 pontos121 pontos
Eixosroldana de POM, guia em Vroldana de POM, guia em V
Mesa segmentadanão tem100 W no centro + 150 W na borda
Peso8,3 kg8,9 kg

Klipper de fábrica, as seis ventoinhas, o eixo Z com dois fusos e dois motores, a chapa dupla face e o processador quad-core estão nas duas máquinas.

A ficha declara roldana de POM em guia em V nas duas, e ruído abaixo de 50 dB nas duas. Donos descrevem trilho de metal em unidades Pro que receberam, e a Elegoo vende a máquina em duas versões de hardware, o que a seção sobre a versão detalha.

A Elegoo vende quatro máquinas com nome Neptune 4 ao mesmo tempo, e o painel de produto do Google mistura as quatro:

Nome no anúncioÁrea de impressãoPreço em agosto de 2026
Neptune 4225 x 225 x 265 mmpor volta de R$ 2.500
Neptune 4 Proa desta análise: 225 x 225 x 265 mmpor volta de R$ 2.900
Neptune 4 Plus320 x 320 x 385 mmpor volta de R$ 3.800
Neptune 4 Max420 x 420 x 480 mmsem oferta nacional

A Plus e a Max não são versões maiores da Pro: elas trocam a mesa segmentada por área maior, e a Plus tem Wi-Fi que a Pro não tem. Para peça grande, a escolha é entre essas duas.

A outra Elegoo com procura no Brasil é a Elegoo Centauri Carbon, que é de câmara fechada e custa bem mais que a Neptune 4 Pro no Brasil. As duas estão em impressoras 3D Elegoo, e as opções na mesma faixa de preço estão no ranking de impressoras 3D.

O que a Elegoo Neptune 4 Pro imprime bem, e o que ela não imprime

Ela foi feita para peça funcional e produção em lote de peça média: suporte, engrenagem, caixa de projeto, protótipo, peça de reposição, item para vender repetido. Peça decorativa também sai bem nela, em PLA e com o perfil de fábrica. Os 265 mm de altura são o número que decide se um vaso ou um capacete sai inteiro ou em partes.

Volume de impressão da Elegoo Neptune 4 Pro, com o cubo de 225 x 225 x 265 mm marcado dentro do pórtico

Os 225 mm de lado e os 265 mm de altura, marcados dentro do pórtico. A altura é a dimensão em que ela ganha das máquinas de mesa parecida. Imagem de divulgação da Elegoo.

A extrusora é direct drive de dupla engrenagem, com redução de 5,2:1. Direct drive quer dizer que o motor que empurra o filamento fica em cima do bico, sem tubo longo entre um e o outro. Isso é o que faz o filamento flexível passar: o TPU dobra dentro do tubo comprido das extrusoras afastadas e trava, e nesta ele vai direto para o bico. A garganta é bimetálica, de cobre e titânio, que é a peça entre o bico quente e o corpo frio.

A chapa é dupla face, com 235 x 235 mm de área: um lado é liso, feito para PLA aderir com a mesa em temperatura mais baixa, e o outro é texturizado em PEI, que é o revestimento plástico que segura a peça quente e solta ela fria. Esse lado atende PETG, TPU, ABS e composto com fibra de carbono. Trocar de lado é virar a chapa, que é magnética.

Ela não serve para miniatura de detalhe fino. O bico de 0,4 mm define o traço mais fino que o plástico consegue desenhar, e detalhe menor que isso não sai. Para busto e miniatura pintada o trabalho é de resina, e a Anycubic Photon Mono 4 trabalha com ponto de 17 micra.

Ela também não faz impressão multicolorida sozinha. Não existe módulo de troca automática de cor para a linha Neptune 4, e a troca é manual, a cada camada.

A mesa segmentada: 100 W no centro, 150 W na borda

A mesa é dividida em duas resistências: uma central de 100 W e uma periférica de 150 W. Peça pequena aquece só o centro, e a máquina gasta 100 W em vez dos 250 W das duas juntas.

Mesa aquecida da Elegoo Neptune 4 Pro vista de cima, com a zona central de 100 W e a zona externa de 150 W destacadas em laranja

As duas zonas da mesa, com a potência de cada uma. O quadrado interno é a zona de 120 x 120 mm: peça maior que isso acende a externa junto. Imagem de divulgação da Elegoo.

A zona central tem 120 x 120 mm, e o número é do próprio fabricante. Peça maior que 12 centímetros de lado aciona a zona externa e aquece a mesa inteira.

O acionamento é do programa de fatiamento: ele mede o tamanho do modelo na hora de fatiar e liga a zona externa quando o modelo passa da central. As duas zonas também podem ser ligadas e desligadas à mão.

O OrcaSlicer não implementa esse controle. O Orca é o fatiador que a comunidade dessa máquina usa, e o pedido para ele reconhecer as duas zonas foi aberto em novembro de 2023 e fechado sem implementação. No comportamento padrão dele, o comando de aquecer a mesa liga as duas zonas de uma vez. Quem fatia no programa da própria Elegoo tem a economia; quem fatia no Orca aquece a mesa inteira em toda impressão, e não tem como perceber isso pela tela da máquina.

Dá para resolver à mão: o comando M141 S0 desliga a zona externa, e ele pode ser colado no início do código de cada perfil de peça pequena.

Os 500 mm/s do anúncio, e o que sai na peça

A ficha declara até 500 mm/s e aceleração de 20.000 mm/s², e esses números existem por causa do firmware. A Neptune 4 Pro sai de fábrica com Klipper, que é o programa que roda dentro da máquina, sobre um processador ARM 64-bit de quatro núcleos a 1,5 GHz. O Klipper faz a conta do movimento nesse processador e manda a placa só executar, e é isso que libera aceleração que a eletrônica comum não acompanha.

Dois recursos do Klipper vêm ligados de fábrica:

  • Input shaping, que é a compensação de ressonância. Em velocidade alta o pórtico oscila depois de cada mudança de direção, e a oscilação aparece na peça como um eco da quina, repetido algumas vezes na parede. O input shaping antecipa esse balanço no comando do motor.
  • Pressure advance, que ajusta o fluxo de material conforme o bico acelera e freia. Sem ele, a quina sai com excesso de plástico e a reta seguinte sai faltando.

Os 500 mm/s são o teto do movimento. O que decide o tempo real é quantos milímetros cúbicos de plástico o bico consegue derreter por segundo, e esse limite é bem mais baixo que o do motor. Parede externa e detalhe pedem velocidade menor ainda, e é aí que entra a calibração de perfil: temperatura, velocidade, retração e resfriamento ajustados para o filamento que você usa.

O bico de 300 °C e a estrutura aberta

O bico chega a 300 °C e a mesa de 110 °C acompanha. Essa combinação é o que a ficha usa para listar PLA, PETG, TPU, ABS, ASA e nylon entre os materiais compatíveis, e a temperatura realmente alcança.

O que limita esses dois últimos é o chassi: a Neptune 4 Pro é aberta, sem câmara. ABS e ASA encolhem enquanto esfriam, e sem ar parado e quente em volta a peça descola da mesa ou racha nas camadas de baixo. Isso tem nome, é o empenamento. O próprio fabricante recomenda usar uma câmara fechada junto da máquina para esses dois materiais, e vende uma separada.

Para PLA, PETG e TPU, que é o que a maioria imprime, a estrutura aberta não atrapalha e ainda ajuda a resfriar. O resfriamento aqui é forte: são duas ventoinhas de 40 x 15 mm nas laterais da cabeça e mais quatro de 40 x 20 mm atrás dela.

Nivelamento em 121 pontos, Z-offset e a primeira camada

A máquina mede a mesa sozinha em 121 pontos, numa malha de 11 por 11, e a Elegoo mantém botões de ajuste manual embaixo da plataforma para acertar a inclinação antes da medição automática.

Malha de nivelamento automático da Elegoo Neptune 4 Pro projetada sobre a mesa, com a cabeça de impressão medindo um ponto

A malha que a máquina levanta antes de imprimir, ponto a ponto. Ela corrige a inclinação da mesa; a distância do bico até a chapa continua sendo ajuste seu. Imagem de divulgação da Elegoo.

O que o nivelamento automático não resolve é o Z-offset, que é a distância entre a ponta do bico e a chapa no momento em que a primeira camada é depositada. Ele é ajustado à mão e é o número que decide a aderência da primeira camada. Alto demais, a peça descola; baixo demais, o bico raspa a chapa.

O Z-offset da Neptune 4 Pro é o ponto que mais reaparece nos relatos de dono, em três descrições independentes coletadas em anos diferentes: um dono descreve que o valor deixou de ser salvo depois de uma atualização de firmware; outro, que ele se alterava sozinho na versão antiga do firmware e voltou ao normal ao reinstalar a original; um terceiro, que ele não é respeitado na retomada depois de queda de energia.

O que fazer com isso: conferir o Z-offset depois de qualquer atualização de firmware, e antes de uma impressão longa. A máquina recebe atualização pela rede, então isso acontece sozinho e sem aviso.

De onde vem o barulho da Elegoo Neptune 4 Pro

O fabricante declara abaixo de 50 dB, com drivers silenciosos em todos os eixos, e os relatos de dono descrevem barulho no eixo Y em velocidade alta.

No maior grupo brasileiro de impressão 3D, um dono publicou um vídeo do ruído do eixo Y — o da mesa — com dez dias de uso, e recebeu dezesseis respostas. Duas delas são de donos da mesma máquina dizendo que é assim mesmo na versão Pro e que a peça sai correta. Uma terceira dá o caminho técnico, e ele bate com a documentação do Klipper, que está em inglês: o driver do motor tem um modo silencioso, o stealthChop, ligado por padrão. Esse modo é mais silencioso, e entrega menos torque e menos precisão de posição que o modo alternativo. Em aceleração alta é ele que não sustenta o movimento, com o motor chegando à perda de passo. Trocar o limiar desse modo no arquivo printer.cfg faz a máquina ficar mais barulhenta e mais firme ao mesmo tempo.

A outra parte é o ruído das ventoinhas de resfriamento. São seis na cabeça, e elas trabalham mais quanto mais rápido a peça sai. As duas fontes sobem juntas com a velocidade.

Como o arquivo chega na máquina, sem Wi-Fi

A Neptune 4 Pro não tem Wi-Fi. A transferência é por USB ou por rede local, com cabo. Com o cabo ligado, a interface do Klipper abre no navegador de qualquer computador ou celular da casa, e dali dá para enviar arquivo, acompanhar a impressão e mexer nos parâmetros durante o trabalho. Sem o cabo, o caminho é pendrive, indo até a máquina a cada arquivo.

Isso decide onde ela fica: bancada com tomada de rede por perto, ou roteador ao alcance de um cabo. Na mesma faixa de preço, a Creality Ender 3 V3 KE já vem com Wi-Fi e aplicativo.

A tela de 4,3 polegadas é capacitiva e removível: ela sai da máquina com cabo próprio, o que permite deixar a impressora numa prateleira e a tela ao alcance da mão.

Tela sensível ao toque de 4,3 polegadas da Elegoo Neptune 4 Pro destacada da máquina, segurada na mão, mostrando o andamento de uma impressão

A tela fora do corpo da máquina, com o cabo espiral. É o que permite instalar a impressora numa prateleira alta sem perder o acesso ao painel. Imagem de divulgação da Elegoo.

Confira a versão da Neptune 4 Pro antes de comprar peça

A Elegoo vende a Neptune 4 Pro em duas versões de hardware: a versão Type-C, que recebe atualização pela rede, e a versão com cabo flat, anterior. As duas se chamam Neptune 4 Pro, e o fabricante avisa na própria página que as peças de uma não servem na outra — bico, kit de bicos e cabo de cabeça mudam entre elas.

A diferença entre versões também aparece nos eixos. A ficha atual declara roldana de POM, e donos descrevem trilho de metal nas unidades Pro que receberam; um deles registra que algumas unidades não têm as roldanas embaixo da mesa e a dele tem trilho linear.

Antes de comprar bico, kit de bico ou correia, confira qual versão está na sua máquina.

Ficha técnica traduzida

EspecificaçãoO númeroO que isso quer dizer na prática
Área de impressão225 x 225 x 265 mmCabe um vaso alto inteiro, uma caixa de projeto, ou uma leva de peças médias de uma vez
Chapa235 x 235 mm, dupla face, magnéticaUm lado liso para PLA, um lado de PEI texturizado para PETG, TPU, ABS e fibra de carbono
Bicoaté 300 °C, 0,4 mm de fábrica e substituívelAlcança ABS, ASA e nylon. O que limita esses materiais aqui é a estrutura aberta, não a temperatura
Mesaaté 110 °C, segmentada: 100 W no centro e 150 W na bordaA zona central tem 120 x 120 mm. Peça maior que isso aquece a mesa inteira
Estruturapórtico aberto, perfil de alumínio usinadoSem câmara. O fabricante recomenda comprar uma para ABS e ASA
Eixosroldana de POM em guia em V; eixo Z com dois fusos e dois motoresOs dois fusos no Z é o que mantém o pórtico nivelado enquanto ele sobe
Extrusoradirect drive de dupla engrenagem, redução 5,2:1, garganta bimetálicaMotor em cima do bico. É o que faz o TPU flexível passar sem travar
Resfriamentoduas ventoinhas 40 x 15 mm nas laterais e quatro 40 x 20 mm atrás da cabeçaResfria a camada recém-depositada, o que segura ponte e saliência em velocidade alta
FirmwareKlipper de fábrica, com input shaping e pressure advanceVem pronto, sem instalação. É o que sustenta o número de velocidade do anúncio
ProcessadorARM 64-bit de quatro núcleos, 1,5 GHzOnde a conta do movimento é feita, antes de virar comando de motor
Velocidadeaté 500 mm/s, aceleração até 20.000 mm/s²Teto do movimento. O tempo real é limitado pelo quanto o bico derrete por segundo
Nivelamentoautomático em 121 pontos, mais botões manuais sob a mesaA máquina mede a mesa; o Z-offset continua sendo ajuste seu
Conexãorede local por cabo e USBSem Wi-Fi. Com o cabo, a interface do Klipper abre no navegador
ArquivosSTL e OBJFormatos que qualquer programa de modelagem exporta
Tela4,3 polegadas, capacitiva e removívelSai da máquina com cabo próprio
Alimentação115 a 230 V, 50/60 HzFunciona em 127 V e em 220 V sem chave de seleção
Extras de sériedetector de filamento e retomada após queda de energiaEla para quando o filamento acaba e oferece continuar quando a luz volta
Tamanho e peso475 x 445 x 515 mm, 8,9 kgUma pessoa tira da caixa. Com o suporte de carretel e a bandeja, o espaço necessário sobe para 475 x 550 x 735 mm

O que você compra além da impressora

O preço do anúncio é o da máquina sozinha e de um rolo de amostra, quando ele vem.

ItemSituação
Filamento de 1,75 mmconsumo recorrente. Serve qualquer marca, não existe trava
Bico de reposiçãopeça de desgaste, e o kit muda conforme a versão da máquina. Latão gasta rápido com filamento carregado
Lubrificante para os eixosconsumo periódico, e aparece em três relatos de dono como tarefa que se repete
Caixa seca ou secador de filamentoPLA, PETG e TPU absorvem umidade e falham na extrusão. No Brasil úmido, aparece no acabamento
Álcool isopropílicolimpeza da chapa. Gordura de dedo é a causa mais comum de peça que não gruda
Câmara fechadarecomendada pelo fabricante se o uso for ABS ou ASA com frequência

A lubrificação dos eixos aparece em três relatos independentes, de dois países, como tarefa que se repete nessa máquina: um dono de Pro descreve mais manutenção que na versão comum por causa dos trilhos, outro lista lubrificação constante entre as tarefas do dia a dia, e, no grupo brasileiro, a primeira pergunta de diagnóstico para ruído no eixo Y é se as guias foram engraxadas. Também aparece a tensão da correia, que sai do ponto com o uso.

A Elegoo Neptune 4 Pro vale a pena para quem nunca imprimiu?

Vale para o iniciante que quer entender como a máquina funciona; não vale para quem quer só o resultado. Ela imprime PLA no primeiro dia com o perfil de fábrica, e a curva de aprendizado vem depois. As três coisas abaixo são de usuário avançado, e nesta máquina elas não são opcionais.

  1. O Z-offset, que é ajuste seu e não da máquina, e que precisa ser reconferido depois de atualização de firmware.
  2. A calibração de perfil. Perfil é o conjunto de parâmetros que o programa usa para fatiar: temperatura, velocidade, retração, fluxo e resfriamento. O perfil de fábrica funciona em qualquer caso e por isso não é o melhor para nenhum. Filamento de outra marca e material técnico pedem calibração manual fina.
  3. A manutenção mecânica. Eixo lubrificado, correia na tensão certa, chapa sem gordura.

Quem quer abrir a caixa, apertar um botão e receber a peça pronta está comprando a máquina errada. As máquinas de ecossistema fechado, como a Bambu Lab A1, custam mais e já vêm com essa parte resolvida, além de aceitarem módulo de impressão multicolorida.

Onde instalar a Elegoo Neptune 4 Pro

Ela mede 475 x 445 x 515 mm e pesa 8,9 kg. Com o suporte de carretel montado em cima e a bandeja, o espaço que ela ocupa em uso sobe para 475 x 550 x 735 mm, ou 73 centímetros de altura. Ela não entra em prateleira de estante comum, e a mesa correndo para a frente e para trás pede folga na frente e atrás.

Ela funciona em 127 V e em 220 V sem chave de seleção, e essa é a única questão elétrica que muda alguma coisa na compra: não existe versão errada de voltagem para escolher.

O ruído em velocidade alta é o que decide se ela pode dormir no mesmo cômodo que alguém. Impressão de doze horas ao lado de uma cama incomoda, e o modo silencioso do firmware existe para isso, ao custo de velocidade.

PLA e PETG não pedem ventilação especial. ABS e ASA sim, e nesse caso o cômodo precisa de ar circulando.

Para quem a Elegoo Neptune 4 Pro vale a pena, e para quem não vale

Ela serve se você:

  • imprime peça funcional em PLA, PETG ou TPU com frequência, e quer velocidade real
  • aceita ajustar Z-offset, calibrar perfil e lubrificar eixo
  • imprime muita peça menor que 12 x 12 cm, que é onde a mesa segmentada faz diferença
  • tem tomada de rede ou roteador ao alcance de um cabo, ou não se importa com pendrive

Ela não serve se você:

  • quer ligar e imprimir sem mexer em parâmetro nenhum
  • imprime ABS ou ASA como uso principal, sem câmara fechada
  • precisa de impressão multicolorida automática
  • vai deixar a máquina no quarto, ou em cômodo onde ruído em velocidade alta incomoda

Perguntas frequentes

Qual é o consumo de energia da Neptune 4 Pro? A mesa aquecida é o maior consumidor: são 100 W na zona central e 150 W na zona periférica, ou 250 W com as duas ligadas, mais o aquecimento do bico e a eletrônica. A zona central cobre 120 x 120 mm, e a economia só acontece quando o programa de fatiamento desliga a zona externa — o fatiador mais usado pela comunidade não faz isso sozinho.

É lucrativo ter uma impressora 3D? Depende do que se imprime, e o número que serve para a conta é o do material: 1 kg de filamento custa uma fração do preço da máquina e rende dezenas de peças médias. Na Neptune 4 Pro, o que sustenta produção em lote é a área de 225 x 225 x 265 mm, que aceita várias peças por vez, e a velocidade do Klipper, que reduz o tempo por leva.

Quanto rende 1 kg de filamento 3D? Um quilo de PLA equivale a cerca de 800 cm³ de plástico sólido, e a cerca de 335 metros de filamento de 1,75 mm. Como a peça impressa é oca por dentro, com preenchimento parcial, o rendimento real é bem maior que o volume sólido: uma peça de 30 a 40 gramas sai entre 25 e 30 vezes por rolo.

Qual a maior impressora da Elegoo? A OrangeStorm Giga, com área de 800 x 800 x 1000 mm. Dentro da linha Neptune, a maior é a Neptune 4 Max, com 420 x 420 x 480 mm, que não tem oferta nacional em agosto de 2026. A Neptune 4 Pro desta análise imprime em 225 x 225 x 265 mm.